AS CASAS

Afastada do movimento e inquietação do mundo citadino, a Quinta da Ribeira da Urze está ao seu dispor desde Fevereiro de 2008, situada a Norte da ilha do Pico, concelho de São Roque, lugar da Prainha de Cima, local escolhido por muitos turistas para passar férias.

 

Inserida em espaço rural, rodeada por uma pequena população que se dedica à agro-pecuária, é possivel observar e experimentar a ordenha manual das vacas, saborear o leite e queijo frescos ao pequeno-almoço, confeccionar um prato típico, tomar banho de mar ou de piscina, pescar, mergulhar, passear a pé ou de bicicleta, ir ao restaurante, aos currais de vinha Património Mundial e visitar as ilhas vizinhas do Faial e São Jorge.

 

Esta unidade surge da recuperação de 3 casas solarengas em sítio recatado com estacionamento privado e muito espaço onde pode disfrutar de ambiente repousante na paisagem açoriana, ler um livro, ou simplesmente apanhar sol comtemplando o mar, o voo do Açor (Búteau) e ouvir os pássaros.

 

 

 

HISTORIA DAS CASAS

 

A Quinta da Ribeira da Urze resulta da reabilitação de duas casas de moradia e uma atafona.

 

A Casa da Ribeira e a Casa da Avó foram construídas nos anos de 1860 e pertenciam a duas famílias distintas, os Terras e os Pereiras. Ana Maria Joaquina Terra teve uma filha chamada Maria Joaquina Leal que casou com Serafim José Leal, bisavós de Salomé Leal.

 

 

Na Casa da Ribeira e Casa da Avó, o piso superior era onde se localizava a sala e quartos de cama. A cozinha com forno a lenha foi utilizada para cozinhar muitas fornadas de pão e bolo de milho, alimentos básicos na alimentação das pessoas que partiam para os campos de madrugada e voltavam ao fim do dia para tratar das colheitas e dos animais. O rés do chão era utilizado para guardar as alfaias agrícolas como o arado, a caliveira, as enxadas, cestos e ainda os produtos que resultavam das colheitas que eram o sustento e alimentos das famílias como o milho, trigo, batatas, cebolas, alhos, favas. Na Casa da Ribeira José Pires Pereira também fazia vinho.

 

 

A Casa da Atafona resulta da recuperação da antiga atafona da Casa da Avó, utilizada para guardar os animais e moer o milho com a  mó de pedra, movida pela força das vacas. No piso superior guardava-se a palha do trigo, a casca e a folha do milho para alimento dos animais. Entre a palha conservavam-se as maçãs e entre o grãos de milho guardava-se o queijo e os ovos.

 

 

Ao lado da Atafona, manteve-se o antigo curral da cabra que ficava junto a ribeira atrás da atafona. No local onde está implantada a churrasqueira situava-se o curral do porco. As galinhas também faziam parte dos animais domésticos, situando-se o galinheiro ao lado da laranjeira no jardim atrás da Atafona.

 

 

A ponte de acesso à Quinta da Ribeira da Urze foi construída em 1910 para servir o Padre Inácio que habitou a Casa da Avó, uma vez que até aqui a passagem era feita atravessando a Ribeira da Urze.

 

Desabitadas desde 1950 devido à emigração para os Estados Unidos da família Manuel Pires de Oliveira, surgiu a  oportunidade de aquisição do espaço à filha Maria Fernanda Almeida. Esta operação de requalificação teve início em 2004, preservando alguns currais e a traça original das casas, sendo criadas as condições e conforto essenciais ao bem estar dos hóspedes.

 

Este projecto terminado em 2008 deu origem à Quinta da Ribeira da Urze, denominação que resulta da sua localização e nome da ribeira que a ponte centenária património regional atravessa.

 

(Completed on Sep 11 2008 por Maria Fernanda Almeida e enviado a Salomé)